TEMPESTADE DE HORRORES

Pânico que nos consome o espírito
Medo de tudo e de qualquer coisa
Receio real de estar em qualquer sitio
Demónio vermelho aqui não poisa!
Os céus negros abatem-se sobre a noite
Estranhos ruídos de bestas ao longe ecoam
Barulhos de cascos e de um açoite
Acorda! as realidades não magoam
Levanta-te e vê que nada pode ser
Não pode ser mais do que aquilo é
Já nada mais tens que temer
Só te resta acordar e pores-te em pé
Na vida as tempestades de horrores
Nada mais são que simples ilusões
Criadas e ditas pelos seus autores
Por forma a ocultarem frustrações
Na verdade azuis são o céu e o mar
Verdes continuam a ser os campos
O exagero já não consegue enganar
Os espíritos estão agora bem limpos
Já não se consegue parar este movimento
Tudo tem obrigatoriamente que continuar
Nem que se fique com o sentimento
Que já nada se pode mudar
Waga

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